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Automação não é um assunto novo. Novas ferramentas são criadas a todo momento, carros autodirigíveis (projetos como da Google ou Tesla) estão evoluindo, robôs funcionam como assistentes virtuais e até mesmo como companhia para idosos e crianças.

Veja o exemplo do robô Pepper, capaz de interpretar emoções humanas e interagir à estímulos de acordo com o contexto:

Assustador, não é? Que tal colocá-lo como recepcionista em um hospital?😱

Filmes como The Terminator e I, Robot nos preocupam bastante sobre como será o mundo com a presença de robôs inteligentes. E, de fato, discussões éticas e questionamentos sobre o futuro da relação homem x máquina já fazem parte dessa evolução. Recentemente ocorreu um acidente com um motorista que morreu enquanto dirigia um modelo da Tesla no modo piloto automático. Como as máquinas lidarão com escolhas que envolvem a vida humana?

Essas tecnologias ainda podem demorar um pouco para se popularizar e chegar ao ponto que vemos nos filmes, mas não se engane: apesar de não serem robôs “físicos”, já temos alguns assistentes com níveis interessantes de inteligência artificial rodando por aí, como Google Now (Android) e Siri (Apple).

“Em 2020, os consumidores não estarão usando aplicativos em seus dispositivos. Na verdade, eles terão se esquecido dos aplicativos. Eles vão contar com assistentes virtuais na nuvem. A era pós aplicativo está chegando.”

Peter Sondergaard, Senior Vice-President of Research at Gartner

Em breve não precisaremos nos preocupar se possuímos um app para ler QR Code. Bastará apontar a câmera e dizer ao smarthphone “assistente, leia o QR code” e o assistente se encarregará de baixar o aplicativo apropriado e acioná-lo para fazer a leitura.

As possibilidades são enormes – o assistente poderá se integrar com o Uber, sua agenda ou diretamente ao seu plano de saúde para saber o horário e onde é a consulta, bastando dizer: “assistente, preciso ir a uma consulta”. De fato, nem isso será necessário, pois ele tomará a iniciativa de lembrá-lo da consulta e ainda irá chamar o Uber no horário apropriado.

Na Plan B criamos o Spike, um Hubot integrado com o Rocket Chat para automatizar tarefas cotidianas. A ideia é que o chatbot possa realizar operações com a agenda de reuniões, centralizar relatórios e se integrar com ferramentas como o Google Analytics, Adwords, Facebook Insights, Github, New Relic e tantas outras.

A chatbot é uma pessoa artificial, animal ou outra criatura que mantém conversas com os seres humanos. Esta poderia ser uma conversa de texto, falada ou mesmo uma conversa não verbal. Chatbot pode ser executado em computadores locais e telefones, embora a maior parte do tempo que é acessado através da internet.

Chatbots.org

Já existem vários plugins open-source para o Hubot e o bacana é a possibilidade de criar os próprios plugins com Javascript! Na Plan B estamos mantendo o hubot-analytics em nosso Github, um plugin para obtenção de consultas simples a api do Google Analytics:

analytics-hubot

Também é possível configurar a personalidade dos chatbots, tornando o ambiente virtual mais descontraído:

bomdia-spike

As possibilidades são enormes. Já estamos implementando o monitoramento de serviços (e servidores) e a publicação de projetos através do chat, deixando nosso ChatOps em pleno funcionamento – transparência em nível de deploy!

Ainda seguindo a onda do IoT, com Arduínos e afins, podemos expandir ainda mais os horizontes. Integrar o bot para avisar no chat da empresa quando sair um café fresquinho, diminuir a temperatura do ar condicionado quando as pessoas pedirem no chat e várias outras coisas para tornar nossa vida melhor e nosso trabalho mais simples!

Não espere os carros com piloto automático: o SpotMini ou o Pepper chegarem por aqui. Do it yourself!